TRAUMA DE ASSALTO
- bolacho clube
- 12 de nov. de 2024
- 2 min de leitura

Outro dia me perguntaram qual foi a situação em que eu senti mais medo na vida, e a resposta estava na ponta da língua, quase grudada ao Trident de melancia que eu mascava. Esse é um trauma que jamais esquecerei.
Lembro que, na hora, não tive reação alguma. Mas o que poderia fazer uma menina de 16 anos diante de seu primeiro assalto? Ele foi ligeiro, firme e confiante; claramente não era seu primeiro crime. Quando me dei conta, fiquei espantada. A adrenalina subiu, a pressão caiu, tudo começou a girar. Tirei forças de onde não tinha para não desmaiar, pois sabia que poderia ser muito pior.
Ele agiu no meio da multidão, sem se importar, e ninguém ligou ou já estava acostumado com aquela situação. Era para ser uma lembrança feliz, mas virou um pesadelo. Aquele dia era a minha primeira ida ao cinema, e eu estava empolgada. Tudo corria muito bem. Cheguei ao balcão e anunciei, com um sorriso no rosto, qual filme queria assistir: O Filme do Pelé. O atendente, sem culpa nenhuma, imediatamente me disse o preço do ingresso. Eu tremia e logo percebi que era um assalto – Como as autoridades permitem isso?
Suplicava por minha vida, e ele mandava eu passar o dinheiro e sair logo dali, apontando o "berro" – que, na verdade, parecia mais uma maquininha da Stone – para mim. Me tremendo e segurando o choro, entreguei todo o meu dinheiro e saí dali imediatamente. Ninguém me socorreu; eu estava sozinha naquela situação. Decidi que não queria passar por aquilo nunca mais. Peguei uma pipoca e um refrigerante diet, claro, para acalmar os nervos. Fiz o pedido e, para minha surpresa... sim, um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar.
Conto escrito por: Lucas Zanata
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