LÂMPADA MÁGICA
- bolacho clube
- 17 de set. de 2024
- 2 min de leitura

Já havia passado das seis horas da manhã, Zanata e eu estávamos tomando os últimos goles do resto de bebida que nem sabíamos a procedência. Ganhamos cinco litros de um vinho duvidoso após o último show. Porra, era fim de mês e não havia como comprar mais cerveja, finalizamos o que tinha com cigarros baratos e conversas aleatórias. Ele subiu em sua moto e partiu. Eu fiquei ali parado, com cigarro na boca e olhando para aquele último gole esquisito, quente.
De repente, percebi no chão uma espécie de lâmpada antiga, era diferente com alguns desenhos, algo muito vintage, se parecia com coisas que a gente só vê em filme. A Peguei. DO NADA a porra da lâmpada me cochichou: - Socorro.
E eu: - An?
- Socorro, me solta.
- Soltar? Que?
- É burro, vc tem que esfregar.
Fiquei confuso, mas a esfreguei. Talvez estivesse diante de algo mágico, seria uma lâmpada mágica? E a lâmpada: - Isso, vai esfrega mais.
Esfreguei mais.
- Isso, tô quase vai vai mais rápido.
- Que porra? Ta, vou esfregar mais rápido. Esfreguei ainda mais rapido, como se não houvesse amanhã. Ansioso pelo que há de vir.
- Isso, isso….aAAAAA
- Deu certo? Ok, cadê o Gênio? - Perguntei.
- Parece que não é você, não é? hahaha mas obrigado pela mão amiga.
- Filho da puta, eu vou te bater.
- De novo? Agora eu preciso de um cochilo primeiro.
- Desgracado, eu quero o meu desejo.
- Olha, eu desejo que você fique longe de bebidas desconhecidas, ainda mais próximo do nascer do sol, em postos de gasolina. há muitos loucos por ai, gente perigosa que acredita em desenho animado, ou pior ravezeiros.
Conto escrito por: Werik Dylan.
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